Juan Oliver tem sua vida modificada quando decide trabalhar como carcerário. Antes mesmo do seu primeiro dia de trabalho, decide conhecer o local onde vai trabalhar e deixa em casa sua esposa Elena que está grávida. Juan acredita que vai causar uma boa impressão em seu novo trabalho, mas não imagina que foi a pior decisão que poderia tomar.
Enquanto seus novos colegas apresentam as estruturas da prisão, Juan sofre um acidente e perde os sentidos. Neste mesmo momento, inicia-se um motim entre os prisioneiros pertecentes ao “FIES” (Ficheiro de internos de especial seguimento), liderado por um preso perigoso, o Malamadre. O FIES é a seção reservada para presos de alta periculosidade e no filme Cela 211 este assunto é explorado através das solicitações dos presos por melhorias nas suas condições de confinamento. Obviamente esses pedidos não vêm de forma pacífica, mas através de uma rebelião violenta, tendo como reféns três terroristas do grupo ETA.
O ponto de virada do filme, entretanto, se dá com o destino inesperado de Juan em sua primeira atuação no trabalho. Ao perder os sentidos, os dois novos colegas resolvem deixá-lo numa cela enquanto tentam salvar-se do motim que se inicia. Quando acorda, Juan se depara com uma nova realidade: ao invés de um funcionário da prisão, ele é um prisioneiro e necessita mostrar a Malamadre e a seus comparsas que é um deles e não um adversário. Enquanto isso, Elena que fica sabendo do motim, resolve ir à prisão para saber informações de seu marido. Em meio a outros familiares dos presos recebe golpes violentos dos policiais que reprimem a multidão e acaba morrendo.
A morte de Elena traz grande sofrimento ao protagonista que se sente impotente e cada vez mais traído pelo sistema e em contrapartida, mais envolvido com a sua nova condição. As transformações sofridas por Juan despertam reflexões importantes acerca das relações entre o homem e o meio em que está inserido. Além disso está em questão a funcionalidade do sistema prisional apresentado e que tipo de ação ele exerce sobre o indivíduo e a sociedade.
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