O filme Cela 211 relata o drama de Juan Olivier, um jovem que está constituindo uma família, cuja mulher está grávida e que vai começar a trabalhar em uma penitenciária na Espanha. Comprometido e entusiasmado com o trabalho, Juan visita seu local de trabalho um dia antes de começar oficialmente a exercer suas funções. Uma infeliz decisão, pois uma rebelião se inicia e ferido Juan é levado pelos seus colegas para a “cela 211” e não consegue mais sair.
Percebendo o perigo da situação ele tenta se passar por um preso por homicídio, para não despertar a fúria dos amotinados. Ele interpreta muito bem o papel convencendo o líder do grupo ”Malamadre” a tomar decisões acertadas nas negociações com a direção do presídio e ganhando sua confiança.
Ao saber da rebelião a esposa de Juan, vai até ao presídio buscar informações sobre o marido e é espancada por um policial durante um tumulto, vindo a falecer. A televisão mostra as imagens que são vistas por Juan e a partir daí o rapaz que só tentava sobreviver se transforma e assume o papel de negociador ferrenho das reivindicações do grupo que exige mudanças no sistema prisional e não mais de aliado da direção que covardemente revela sua identidade para Malamadre com a intenção de que ele o execute.
O filme tem cenas de violência e nos mostra as relações estabelecidas entre os presos e destes com o sistema.
É impressionante como o carcereiro se transforma em homicida, mostrando o quão tênue é a linha que separa o mau do bom, o certo do errado, nos mostrando que é tudo uma questão de perspectiva e pertencimento.
O filme mexe com nossos sentimentos e nos faz refletir sobre “o outro”.
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