miércoles, 26 de octubre de 2011
Las reinas
Finalmente saímos do drama. Nos filmes anteriores, saímos da sala com espanto, sensação de cabeça pesada, assustados. Com o filme "Las reinas" foi diferente. Saímos rindo, descontraídos, relaxados. Afinal, o riso relaxa. O filme relata 5 mães de 3 casais de homossexuais. A juíza, a cozinheira, a empresária dona de rede hoteleira, a atriz e a engraçada linfomaníaca. A empresária é mãe do homossexual par do filho da cozinheira. A juíza, mãe do homossexual Hugo, parceiro do filho da linfomaníaca. A atriz é mãe do homossexual cujo parceiro é filho do seu jardineiro. Não memorizei o nome de todos, apenas de Hugo que teve para mim a estória mais marcante, fora que no final do filme todos clamavam por ele. O enredo acontece com as estórias de cada casal, todos propostos a casar. São histórias diferentes, cada casal com seu enredo, mas todas voltadas para a união estável homossexual. O diretor utiliza cenas cômicas narrando cada situação vivida por cada casal, suas dificuldades, os problemas surgidos, os desencontros e no final, todos se realizam, os problemas são solucionados e o casamento é celebrado com muita festa. Acredito que o autor queira alertar o preconceito sofrido pelos homossexuais, suas dificuldades, mas o respeito merecido. A união estável entre homossexuais já está reconhecida em vários países, inclusive no Brasil e o respeito deve ser soberano, pois o homossexualismo é apenas a opção sexual, mas antes dele, está um ser humano que deve ter seus direitos preservados sobretudo de igualdade e dignidade. O preconceito, a homofobia devem ser combatidos com veemência, pois não são mais aceitos no contexto atual. Vivemos um mundo atual em que se fala de globalização, avanços tecnológicos, iphones, ipads e tudo mais. Entretanto parece que retrocedemos séculos quando vemos a não aceitação pelo homossexualismo, a violência, a homofobia, entre outras situações tão reais como a miséria, a violência feminina, o abandono de crianças, etc. Foi preciso rir nesse filme para ficarmos conscientes do problema e acreditar que existe uma solução.
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