Tanto o filme quanto o conto tem um ponto em comum: o olhar.
A diferença é que no filme o diretor quis passar a idéia de como o olhar pode ser mais significativo do que palavras.
Ao se deparar com um crime de estupro seguido de morte, o inspetor Esposíto se fixou na investigação. E durante essa investigação se deparou com o suspeito Isidoro Gómez, e ao examinar detalhadamente reparou no olhar do suspeito, o que o fez ter certeza de que ele era o culpado.
O que se confirma quando ao ser interrogado por Esposíto e pela juíza Irene, a juíza repara no olhar de Isidoro, o incitando até que ele confessa o crime.
Em paralelo a essa investigação, existe atambém a aproximação entre Irene e Esposíto, que apesar de ser bem observador, por estar tão envolvido na investigação do crime, não repara o olhar de Irena para si.
Apenas após vinte anos, quando finalmente consegue por um ponto final ao caso do assassinato, é que Esposíto se sente pronto para recuperar o tempo perdido com Irene, que percebe no olhar dele essa disposição antes mesmo dele falar qualquer coisa.
Já no conto "El león mata mirando", o olhar seve de espelho.
Ao se olhar nos olhos do leão o animal se sente inferior, se sente como o leão o vê, diferente das toupeiras, que por serem cegas, olham pra elas mesmas e não se deixam cair pela "hipinose" do leão.
Esse conto faz uma crítica de como nos importamos demais com o que os outros acham de nós, como eles nos vêem e nos esquecemos de sermos felizes como somos, com nossos defeitos e qualidades, independente do que os outros pensem.
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