miércoles, 29 de junio de 2011

O labirinto do Fauno

O Labirinto do Fauno pode trazer uma gama de sentimentos, reflexões gerando um longo comentário não oportuno para a tarefa. Admito que não foi agradável assistir tais cenas, talvez pelo momento que vivo. Fugi do que não é agradável, mesmo parte disso ser ficção.
O comentário que gostaria de fazer está além do que pude colher, da descrição sobre guerra civil espanhola. Mas, o que dizia cada personagem, com exemplos de bravura, coragem, idealismo, da inocência resgatada por Ofelia que nas suas fantasias como defesa para enfrentar a realidade. A classe política dominante acreditava, somadas as questões da história de vida pessoal, no exemplo do Capitão, que a vida através da dominação ou subjugação do outro, do pensar e sentir, ou da morte através da aniquilação do outro, que sairiam vencedores. (?)
As guerras, os conflitos dizem os estudiosos no assunto, são oportunidades de crescimento para um povo, na revisão de conceitos, no reaproveitamento de bens, renovação da própria cultura. Pena que mesmo finalizada, ainda a nação espanhola sofreu com o Franquismo.
É assustador a presença de figuras monstruosas, disformes fisicamente, mais ainda daqueles que na forma humana conseguiam ser tão semelhantes a tais figuras nas atitudes e comportamentos em relação ao outro a quem queriam dominar. Sentimentos como o orgulho, a vaidade fazem parte do repertório daqueles que estavam no poder, onde imperava o autoritarismo, o despotismo chegando à insanidade.
Tais aspectos citados muitas vezes em menor escala ainda são encontrados em “guerras” do dia a dia entre nós seres humanos, e alguns, assim como Ofélia, tentam através da fantasia vem à esperança ao acreditar que possa existir uma saída.

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