Cenas de violência no filme são explicadas pelas constantes batalhas entre a Frente Popular e o Exército. No filme, vemos a figura do Cap Vidal, um homem que representava a ditadura, tinha atitudes autoritárias e extremamente violentas. As milícias anarquistas e socialistas são representadas pelo grupo liderado pelo irmão de Mercedes, escondidos na mata e lutando contra o acampamento militar liderado pelo Cap Vidal.
Há uma mistura de fantasia com realidade, retratando a guerra civil. A menina Ofélia é a enteada do Cap Vidal que, em fantasia, é a princesa desaparecida do reino subterrâneo e para voltar ao seu mundo, teria que cumprir três tarefas: pegar a chave do abdômen de um sapo gigante; pegar uma espada de um lugar misterioso onde havia um monstro com olhos nas mãos; derramar sangue de um inocente. Essas tarefas foram dadas gradativamente pelo Fauno. No final, Ofélia é morta pelo Cap Vidal, assassinada e seu sangue, ao ser derramado a luz da lua, poupando a vida de seu irmão, lhe retorna ao reino subterrâneo onde encontra seus pais, o rei e a rainha e vive por muitos séculos, segundo a estória.
Identificamos outras situações no filme: o apoio da igreja as forças militares (o bispo em um jantar na casa do Cap Vidal deixa claro seu apoio, afirmando que a salvação já existiria para esse grupo); a situação feminina de submissão ao homem, voltada para afazeres domésticos e não reconhecida pelo lado masculino em que predominava o orgulho, não permitindo enxergar o sexo feminino; a literatura utilizada por Ofélia para esquecer o horror que estava vivenciando.
Apesar de conter cenas tão violentas, o filme foi muito bem feito, digno de Oscar.
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