domingo, 10 de julio de 2011

O Labirinto do Fauno

O filme de Guillermo Del Toro mostra a constante disputa do bem contra o mal. A história que se passa no ano de 1944, ao final da guerra civil espanhola tem como representantes do bem o povo oprimido pelo regime de Franco, que ainda resiste por meio da guerrilha ou de trabalhadores como Mercedes e o médico, mas principalmente pela inocência e fantasia da menina Ofélia que acredita em contos de fada.

O mal é retratado pela elite dominante, a Igreja Católica, que apoiou o regime e pelo Exército Franquista, tendo como principal mensageiro a crueldade e falta de amor e respeito ao próximo do Capitão Vidal.

Ofélia, que acredita ser uma princesa de um mundo subterrâneo, Obedece à figura mitológica de um Fauno para provar ser digna de retorno ao seu reino. Ao desempenhar a segunda das três provas que tem como teste, ela desobedece à sugestão das fadas, escolhendo a porta diferente da que foi indicada e se alimenta, mesmo tendo sido alertada de que não poderia fazer isso. Como resultado, duas das três fadas são devoradas pelo guardião do local. Eu acredito que fica implícito que para cada escolha que fazemos na vida (especialmente diante de uma desobediência), vamos pagar um preço. No caso, a morte das fadas pode significar a perda da fantasia ou parte dela?

A fantasia de Ofélia fica mais evidente diante da falta total de ilusão de Mercedes, que conhece a crueldade do mundo e, portanto, não crer em fadas, teme os faunos e não se lembra de canções de ninar. Assim como, a mãe de Ofélia que não acredita na ajuda da planta mandrágora e na destrói, perdendo a sua fonte de cura.

O filme termina com os rebeldes vencendo o exército do Capitão Vidal, mostrando que sempre é possível resistir e lutar e a menina Ofélia tendo a oportunidade de se sacrificar pelo irmão, e conseguindo, portanto o retorno ao seu reino subterrâneo.

Eu gosto especialmente do retorno de Ofélia, uma vez que acredito na reencarnação como sendo uma nova chance de fazer (viver) diferente.

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